GP do Bahrein de F-1

Finalmente começa o campeonato mundial de F-1, depois de quase 05(cinco) meses de espera. As esperanças de sempre se renovam: um campeonato disputado, com muitos pilotos vencendo as corridas, muitas ultrapassagens, chuva e um final emocionante.

Mas vamos ao que interessa. A corrida desse final de semana (13-03-06), foi no mínimo uma surpresa. Os treinos livres de sexta e sábado, mostraram que não havia um grande favorito, pois os nomes mais cotados andaram muito pouco e não mostraram, até então ao que tinham vindo.

No treino de classificação no sábado, uma das novidades dessa temporada, o que se viu foi uma movimentação que nem mesmo nos tempos em que não havia limite de voltas nem de combustível se via. A divisão em três partes do treino, parece que foi uma coisa realmente boa e a FIA, assim acredito, acertou, finalmente.

Na primeira parte do treino começaram as surpresas negativas. Explicação: nos primeiros 15 minutos de treino, os seis pilotos com as piores voltas ficam já classificados para as 6 últimas posições no grid de largada (17º a 22º posições, pois agora são 22 no grid de largada). Portanto, os pilotos Ralf Schumacher (Toyota), Cristijan Albers e Tiago Monteiro (Midland F1/Toyota), Takuma Sato e Yuji Ide (Super Aguri/Honda) e Kimmi Haikkonen (McLaren/Mercedes), ficaram nessa primeira etapa. Ralf Schumacher com um desempenho estremamente decepcionante da Toyota foi a grande decepção do treino. Raikkonen, com aquela "sorte" que lhe acompanha desde o ano passado, teve uma suspenção (traseira direita) quebrada no início da sua primeira volta rápida, e com isso ficou fora do restante do treino, largando assim em último lugar.

Na segunda parte do treino ficaram: Jacques Villeneuve (BMW Sauber), Nico Rosberg (Williams Cosworth), David Coulthard (Red Bull Racing/Ferrari), Jarno Trulli (Toyota), Liuzzi e Speed (Scuderia Toro Rosso/ Cosworth V10). Com essa segunda parte terminada, ficou claro o fraco rendimento da Toyota, pois mesmo o Trulli sendo um piloto muito rápido, não conseguiu passar para a terceira e última parte do treino, onde será definida a pole position.

Na última parte do treino o que se viu foi uma grande surpresa, onde o hepta-campeão Michael Schumacher conquistou a sua 65a pole position, igualando o recorde de Ayrton Senna, até então recordista absoluto de poles. Em seguida veio a boa surpresa de Felipe Massa (Ferrari), seguido de Button (Honda), Alonso (Renault), Montoya (Mclaren/Mercedes), Barrichello (Honda), Webber (Williams/Cosworth), Klien (Red Bull Racing/Ferrari), Fisichella (Renault) e Heidfeld (BMW Sauber). Aqui, a surpresa negativa foi o fraco desempenho de Barrichello que se queixou muito da falta de equilíbrio do carro, completamente diferente dos treinos particulares feitos pela equipe três semanas antes. Outra surpresa foi a equipe Renault, que não colocou nenhum de seus carros na primeira fila.

Na corrida porém, boas disputas marcaram a primeira etapa do mundia. Logo na largada, Schumacher e Massa largam bem, mantendo a primeira e segunda posições, respectivamente, mas logo em seguida é ultrapassado por Alonso que sempre larga muito bem. Button larga mal e cai para sexto. Barrichello larga bem e passa o companheiro de equipe para ficar uma posição a frente da que tinha largado, porém com problemas na 3a marcha, fica impossibilitado de competir de igual para igual com Button. Lá atrás porém larga um "tal" de Raikkonen e começa a sua brilhante corrida de recuperação. Com uma estratégia ousada de uma única parada nos boxes (e cruzando os dedos para a McLaren não apresentar nenhum problema) começa a sua escalada rumo ao pódio. Outro que não fez uma primeira volta boa foi Rosberg, que rodou e teve que entrar nos boxes para trocar pneus e continuar na corrida. Rosberg foi simplesmente fantástico! Depois disso, começou a se recuperar e foi subindo de posições até a bandeirada final.

Massa tentando ultrapassar Alonso, acabou rodando e terminou ainda na 9a posição, mas sem marcar pontos na sua estreia na Ferrari. Enquanto isso na dianteira da corrida, tudo continua sem muitas disputas. Elas ficaram um pouco mais atrás entre Coulthard e Heidfeld.

No terço final da corrida, o que se viu foi uma luta boa pela liderança entre Schumacher e Alonso, que conseguiu a liderança depois de entrar nos boxes, numa saída muito agressiva, onde "jogou" o carro em cima de Schumacher, impedindo-o de completar a curva em primeiro lugar.

Resultado final:

1 – Fernando Alonso – Renault
2 – Michael Schumacher – Ferrari
3 – Kimi Raikkonen – McLaren
4 – Jenson Button – Honda
5 – Juan Pablo Montoya – Mclaren/Mercedes
6 – Mark Webber – Williams/Cosworth
7 – Nico Rosberg – Williams/Cosworth
8 – Cristian Klien – Red Bull Racing/Ferrari
9 – Felipe Massa – Ferrari
10 – David Coulthard – Red Bull Racing/Ferrari
11 – Vitantonio Liuzzi – Scuderia Toro Rosso/Cosworth V10
12 – Nick Heidfeld – BMW Sauber
13 – Scott Speed – Scuderia Toro Rosso/Cosworth V10
14 – Ralf Schumacher – Toyota
15 – Rubens Barrichello – Honda
16 – Jarno Trulli – Toyota
17 – Tiago Monteiro – Midland F1/Toyota
18 – Takuma Sato – Super Aguri/Honda

Poucas foram as quebras nessa corrida, apesar da alta temperatura. Até mesmo a Super Aguri, conseguiu completar a corrida com um de seus frágeis e antiquados carros. Portanto não completaram a corrida por quebra (até porque não houve acidentes): Yuji Ide (Super Aguri), Villeneuva (BMW Sauber), Fisichella(Renault – problemas hidráulicos) e Cristijan Albers (Midland F1).

Resumo da ópera:
A Renault ainda é a equipe a ser batida e só não ficou com a pole position porque fez uma tática errada na "super classificação". A Ferrari demonstrou toda a sua força e qualidade, com a segunda posição de Schumacher. A McLaren apesar de tudo, mostrou a sua "confiabilidade" ao ser a única equipe, das ditas grande, que completou a corrida com os seus dois carros (3o e 5o lugares). Uma grande surpresa também foi a Williams e a Red Bull que conseguiram completar a prova na zona de pontuação, Williams inclusive com seus dois pilotos e a Red Bull com o seu "2o" piloto. Para mim a grande decepção foi a Honda, pois não conseguiu brigar de forma igual com Renault, Ferrari e Mclaren, mesmo tendo conseguido ultrapassar uma McLaren, deixou a desejar. Outra que deixou a desejar foi a Toyota, que nunca chegou nem perto da zona de classificação. Quem merece parabéns é a Super Aguri, que mesmo com um carro velho e com um motor que teve pouco mais de 500Km de teste na pré-temporada (só a título de comparação as equipes grandes (McLaren, Ferrari, Renault e Honda, andaram mais de 20.000km), consegui terminar a corrida com um de seus carros.

Para maiores informações visite o sites oficial da F-1, e o F1naweb e o Grandepremio.

 

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