Arquivo para agosto \07\UTC 2007

GP do Brasil de F-1 (Jacarepaguá – 1988)

Antes do começo do campeonato de 1988, todas as atenções estavam voltadas para a Ferrari, que além de ter vencido as duas útlimas corridas da temporada de 1987, foi indiscutivelmente a melhor nos testes pré-temporada. Dessa forma, a espectativa era um arrazador início de temporada para Michele Alboreto (ITA) e Gerhard Berger (AUT).

Porém, o que se viu foi um início mais que supreendente da McLaren, que apesar de estar com um motor diferente de 1987, o Honda V6 Turbo (que deixou a Williams), tinha como piloto o então bi-campeão Alain Prost (FRA) que buscava o tri e Ayrton Senna, que chegava como novo integrante do time inglês, tentando buscar o seu espaço, já que sabidamente ele era o segundo piloto da equipe.

Nélson Piquet começava o ano sem muitas esperanças pois a Lotus, seu novo time, não estava passando por um momento muito bom, mas ele tinha a esperança de subir algumas vezes no pódio, contando com sua larga experiência com o motor Honda V6 Turbo, que lhe deu seu último título em 1987 pela Williams.

Mais um brasileiro estreava no ano de 1988: Maurício Gugelmim. Estreava pela média equipe March, que corria com os motores Judd V8, muito potente porém com um grave problema de durabilidade. Gugelmim vinha com os status de ter sido campeão inglês de Fórmula 3.

Vamos à corrida. Nos treinos, o brasileiro Ayrton Senna, deu logo mostras de como seria difícil para Alain Prost conseguir o seu terceiro campeonato, marcando de cara a pole position. Nigel Mansell, apesar de ter um motor aspirado, conseguiu um supreendente segundo lugar, a frente de Alain Prost, terceiro. Berguer fechava a segunda fila com a quarta posição e Piquet abria a terceira fila com a quinta posição no grid de largada. Maurício Gugelmim estreava com um expressivo 13o lugar no grid.

Porém antes da largada, Ayrton Senna teve problemas no câmbio e teve que largar dox boxes. Com isso Mansel largaria na frente do pelotão. Após o sinal verde (na época ainda era assim), Alain Prost deixou bem claro que os motores turbo ainda eram muito mais potentes do que a concorrência, ultrapassando Mansell de forma extremamente fácil. Gugelmim, praticamente não largou, pois abandonou com menos de 300m percorridos.

Na grande reta do saudoso circuito de Jacarepaguá, as Beneton soltando muitas faiscas tentavam demonstrar que os aspirados poderiam alcançar um lugar no pódio. Ainda no início da corrida, na 6a volta, Capelli, companheiro de Gugelmim também abandona a corrida com problemas de motor.

Enquanto isso, um empolgado Senna, começava a galgar posições depois de ter largado dos boxes. A McLaren era sem dúvida o melhor carro do ano e Senna, chegou a alcançar a segunda posição. Porém, os comissários de prova concluiram que Senna descumpriu o regulamento ao trocar de carro durante o procedimento de largada. Resultado, bandeira preta e a desclassificação da corrida.

Mansell, começa o ano com um abandono, aliás o primeiro de vários consecutivos.

Nélson Piquet porém, dava um pouco de graça aos brasileiros, conseguindo alcançar a terceira posição na prova, aliás, uma ultrapassagem digna de um tri-campeão: na mesma manobra ultrapassou dois competidores, Derek Warick (Arrows) e também Boutssen (Beneton). Enquanto isso, Prost seguia tranquilamente na conquista de mais uma vitória no GP Brasil, sua 5a. Após isso o “professor” recebeu o título de Rei do Rio.

Classificação final:

Classificação Final

Tempo

1 – Alain Prost/ McLaren Honda

1h36’06”857

2 – Gerhard Berger/ Ferrari

9.873”

3 – Nelson Piquet/ Lótus Honda

1’09.581”

4 – Derek Warick/ Arrows Megatron

1’13.348”

5 – Michele Alboreto/ Ferrari

1’14.556”

6 – Satoru Nakajima/ Lotus

1 volta

* Senna (desclassificado na 31a volta). Maurício Gugelmim (problemas na embreagem na 1a volta)

Classificação do campeonato (* 1º) 9 pontos; 2º) 6 pontos; 3º) 4 pontos; 4º) 3 pontos; 5º) 2 pontos e; 6º) 1 ponto)

Pilotos

Pontos

1 – Alain Prost

09

2 – Gerhard Berger

06

3 – Nélson Piquet

04

4 – Derek Warick

03

5 – Michele Alboreto

02

6 – Satoru Nakajima

01

Construtores

Pontos

1 – McLaren/ Honda V6 Turbo

09

2 – Ferrari

08

3 – Lotus/ Honda V6 Turbo

05

4 – Arrows/ Megatron V4 Turbo

03

*Dados do circuito

Circuito de Jacarepaguá (disputada em 03 de abril de 1988) – Extensão: 5.031m

Pole: Ayrton Senna (McLaren) 1min28s096, média de 205,589km/h

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Temporada de 1988 – Primeira Parte

Começa o campeonato de 1988 e, como sempre acontecia nos anos 80, iniciava-se a temporada com o GP do Brasil, no circuito de Jacarepaguá, que a partir deste ano, foi rebatizado de Autódromo Nélson Piquet, em homenagem ao tricampeonato do brasileiro.

Este ano marcaria o fim de uma era na f-1 dita moderna: o fim dos motores turbo. Aliás, todos os motores turbo (que tinham 1,5L), deveriam obedecer novas regras estabelecidas para o ano de 1988: redução na pressão do turbo para 2,5atm (atmosferas), o que limitava a potencia dos motores; diminuição nos tanques de combustível para um máximo de 150L. Essa foi a solução encontrada pela FIA para tentar equilibrar os carros com motores turbo, com os carros de motores aspirados com 3,5L e sem limite no tanque de combustível.

Com a diminuição dos tanques de combustíveis dos motores turbo, os organizadores esperavam que os carros equipados com esse tipo de motor, tivessem problemas de consumo, lembrando que na época não era permitido o reabastecimento tão comum nos dias atuais. Mas, como veremos, as regras impostas pela FIA não surtiram efeito algum.

As equipes/pilotos do ano de 1988 foram as seguintes: (por ordem alfabética)

EQUIPE

MODELO

PILOTOS

MOTOR

AGS

JH23

Philippe Streiff (FRA)

Ford Cosworth DFZ V8

ARROWS

A10-B

Dereck Warwick (ING)/ Eddie Cheever (EUA)

Megatron Turbo V4

BENETTON

B188

Alessandro Nannini (ITA)/ Thierry Boutssen (FRA)

Ford Cosworth DFR V8

COLONI

FC 188

Gabriele Tarquini (ITA)

Ford Cosworth DFZ V8

DALLARA

188

Alex Caffi (ITA)

Ford Cosworth DFZ V8

EUROBRUN

188

Stefani Modena (ITA)/ Oscar Larrauri (ARG)

Ford Cosworth DFZ V8

FERRARI

F1 87-88

Michele Alboreto (ITA)/ Gerhard Beger (AUT)

Ferrari V6 Turbo

LOTUS

100 T

Nélson Piquet (BRA)/ Satoru Nakajima (JAP)

Honda V6 Turbo

LIGIER

JS 31

René Arnoux (FRA)/ Stefan Johansson (SUE)

Judd V8

LOLA

LC 88

Philippe. Alliot (FRA)/ Yanick Dalmas (FRA)

Aguri Suzuki (JAP)/ P. Raphanel (FRA)

Ford Cosworth DFZ V8

MARCH

881

Ivan Capeli (ITA)/ Maurício Gugelmim (BRA)

Judd V8

McLAREN

MP4/4

Ayrton Senna (BRA)/ Alan Prost (FRA)

Honda V6 Turbo

MINARDI

M188

Luiz Perez Sala (ESP)/ Adrian Campos (ESP)

Píer Luigi Martini (ITA)

Ford Cosworth DFZ V8

OSELLA

FA-1L

Nicola Larini (ITA)

Alfa Romeo V8 Turbo

RIAL

ARC 01

Andrea De Cesaris (ITA)

Ford Cosworth DFZ V8

TYRREL

017

Jonathan Palmer (ING)

Ford Cosworth DFZ V8

WILLIAMS

FW12

Nigel Mansel (ING)/ Ricardo Patrese (ITA)

Judd V8

ZACKSPEED

881

Piercarlo Ginzani (ITA)/ Bern Schneider (ALE)

Ford Cosworth DFZ V8

Assim, com essas quantidade toda de equipes, as 04 novas teriam que participar de uma pré-qualificação para só então tentar a qualificação para a corrida: Eurobrun, Dallara, Rial e Coloni. Vale dizer que esse seria um ano sem a equipe Brabham, que deu dois dos três títulos de Nélson Piquet.

O ano de 1988, foi composto de 16 etapas:

Circuito

Data da prova

GP do Brasil – Jacarepaguá

03/04/1988

GP de San Marino – Ímola

1º/05/1988

GP de Mônaco – Monte Carlo

15/05/1988

GP do México – Hermanos Rodrigues

28/05/1988

GP do Canadá – Montreal

12/06/1988

GP dos EUA – Detroit

19/06/1988

GP da França – Paul Ricard

03/07/1988

GP da Inglaterra – Silverstone

10/07/1988

GP da Alemanha – Hockenheim

24/07/1988

GP da Hungria – Hungaroring

07/08/1988

GP da Bélgica – Spa-Francorchamps

28/08/1988

GP da Itália – Monza

11/09/1988

GP de Portugal – Estoril

25/09/1988

GP da Espanha – Jerez

02/10/1988

GP da Austrália – Adelaide

13/11/1988

O campeonato de 1988 começaria com toda a torcida brasileira esperando mais um título para o país e ele veio com um dos mais impressionantes domínios de uma equipe na história da formula 1. A McLaren parecia imbatível desde a primeira prova do ano, como irei mostrar a partir do próximo post. (fim da primeira parte)

De volta (novamente!?)

Bom,

Depois de tanto tempo sem postar nada, estou de volta. Porém, dessa vez, um pouco diferente. O blog está de roupagem nova, e com um tema definitivo: formula 1. No entanto, vale dizer, que não é mais um blog sobre a f-1 atual.

O que vou abordar neste blog é o passado da f-1. Mas será que não já existem muitos blogs acerca da história da formula 1? Isso é verdade, mas a abordagem será diferente. Vou me dedicar, a princípio a fazer uma narrativa dos títulos mundiais conquistados pelos brasileiros, Émerson Fittipaldi, Nélson Piquet e Ayrton Senna. Como todos sabem foram grandes campeões e conquistaram no total 8 títulos mundias de fórmula 1.

A diferença será que os comentários serão prova a prova de toda as corridas do ano em que eles foram campeões mundias. Dessa forma, poderemos ter uma real noção de como foram os campeonatos vencidos por estes verdadeiros três gênios, cada um em sua época.

Os títulos brasileiros foram divididos da seguinte forma:

– Émerson Fittipaldi – 1972 (Lotus/Ford) e 1974 (McLaren/Ford)

– Nélson Piquet – 1981 (Brabham/Ford), 1983(Brabham/BMW Turbo) e 1987 (Williams/Honda Turbo)

– Ayrton Senna – 1988 (McLaren/Honda Turbo), 1990 (McLaren/ Honda) e 1991 (McLaren/ Honda)

Vamos começar pelos títulos de Ayrton Senna, em seguida os títulos de Nélson Piquet e por fim, mas não menos importante, os títulos de Émerson Fittipaldi, o primeiro brasileiro a ter um destaque na mídia internacional por conseqüência dessa paixão brasileira que é a fórmula 1.


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