GP do Brasil de F-1 (Jacarepaguá – 1988)

Antes do começo do campeonato de 1988, todas as atenções estavam voltadas para a Ferrari, que além de ter vencido as duas útlimas corridas da temporada de 1987, foi indiscutivelmente a melhor nos testes pré-temporada. Dessa forma, a espectativa era um arrazador início de temporada para Michele Alboreto (ITA) e Gerhard Berger (AUT).

Porém, o que se viu foi um início mais que supreendente da McLaren, que apesar de estar com um motor diferente de 1987, o Honda V6 Turbo (que deixou a Williams), tinha como piloto o então bi-campeão Alain Prost (FRA) que buscava o tri e Ayrton Senna, que chegava como novo integrante do time inglês, tentando buscar o seu espaço, já que sabidamente ele era o segundo piloto da equipe.

Nélson Piquet começava o ano sem muitas esperanças pois a Lotus, seu novo time, não estava passando por um momento muito bom, mas ele tinha a esperança de subir algumas vezes no pódio, contando com sua larga experiência com o motor Honda V6 Turbo, que lhe deu seu último título em 1987 pela Williams.

Mais um brasileiro estreava no ano de 1988: Maurício Gugelmim. Estreava pela média equipe March, que corria com os motores Judd V8, muito potente porém com um grave problema de durabilidade. Gugelmim vinha com os status de ter sido campeão inglês de Fórmula 3.

Vamos à corrida. Nos treinos, o brasileiro Ayrton Senna, deu logo mostras de como seria difícil para Alain Prost conseguir o seu terceiro campeonato, marcando de cara a pole position. Nigel Mansell, apesar de ter um motor aspirado, conseguiu um supreendente segundo lugar, a frente de Alain Prost, terceiro. Berguer fechava a segunda fila com a quarta posição e Piquet abria a terceira fila com a quinta posição no grid de largada. Maurício Gugelmim estreava com um expressivo 13o lugar no grid.

Porém antes da largada, Ayrton Senna teve problemas no câmbio e teve que largar dox boxes. Com isso Mansel largaria na frente do pelotão. Após o sinal verde (na época ainda era assim), Alain Prost deixou bem claro que os motores turbo ainda eram muito mais potentes do que a concorrência, ultrapassando Mansell de forma extremamente fácil. Gugelmim, praticamente não largou, pois abandonou com menos de 300m percorridos.

Na grande reta do saudoso circuito de Jacarepaguá, as Beneton soltando muitas faiscas tentavam demonstrar que os aspirados poderiam alcançar um lugar no pódio. Ainda no início da corrida, na 6a volta, Capelli, companheiro de Gugelmim também abandona a corrida com problemas de motor.

Enquanto isso, um empolgado Senna, começava a galgar posições depois de ter largado dos boxes. A McLaren era sem dúvida o melhor carro do ano e Senna, chegou a alcançar a segunda posição. Porém, os comissários de prova concluiram que Senna descumpriu o regulamento ao trocar de carro durante o procedimento de largada. Resultado, bandeira preta e a desclassificação da corrida.

Mansell, começa o ano com um abandono, aliás o primeiro de vários consecutivos.

Nélson Piquet porém, dava um pouco de graça aos brasileiros, conseguindo alcançar a terceira posição na prova, aliás, uma ultrapassagem digna de um tri-campeão: na mesma manobra ultrapassou dois competidores, Derek Warick (Arrows) e também Boutssen (Beneton). Enquanto isso, Prost seguia tranquilamente na conquista de mais uma vitória no GP Brasil, sua 5a. Após isso o “professor” recebeu o título de Rei do Rio.

Classificação final:

Classificação Final

Tempo

1 – Alain Prost/ McLaren Honda

1h36’06”857

2 – Gerhard Berger/ Ferrari

9.873”

3 – Nelson Piquet/ Lótus Honda

1’09.581”

4 – Derek Warick/ Arrows Megatron

1’13.348”

5 – Michele Alboreto/ Ferrari

1’14.556”

6 – Satoru Nakajima/ Lotus

1 volta

* Senna (desclassificado na 31a volta). Maurício Gugelmim (problemas na embreagem na 1a volta)

Classificação do campeonato (* 1º) 9 pontos; 2º) 6 pontos; 3º) 4 pontos; 4º) 3 pontos; 5º) 2 pontos e; 6º) 1 ponto)

Pilotos

Pontos

1 – Alain Prost

09

2 – Gerhard Berger

06

3 – Nélson Piquet

04

4 – Derek Warick

03

5 – Michele Alboreto

02

6 – Satoru Nakajima

01

Construtores

Pontos

1 – McLaren/ Honda V6 Turbo

09

2 – Ferrari

08

3 – Lotus/ Honda V6 Turbo

05

4 – Arrows/ Megatron V4 Turbo

03

*Dados do circuito

Circuito de Jacarepaguá (disputada em 03 de abril de 1988) – Extensão: 5.031m

Pole: Ayrton Senna (McLaren) 1min28s096, média de 205,589km/h

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